Relatório de Estágio Supervisionado

Publicado: 26 de junho de 2011 em TCCs E RELATÓRIOS
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FACULDADE DE CIÊNCIAS DA SAÚDE DE JUIZ DE FORA

CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

TRATAMENTOS COADJUVANTES PARA TENDINITE DO TENDÃO FLEXOR DIGITAL SUPERFICIAL DOS EQUINOS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Relatório apresentado à Universidade Presidente Antônio Carlos, como parte das exigências da disciplina de Estágio Supervisionado IV e V, do 10° período do curso de Medicina Veterinária.

 

 

 

 

Aluna: Cristina Bessa Gama

 

 

 

 

 

 

 

 

Juiz de Fora

Junho/ 2011

UNIVERSIDADE PRESIDENTE ANTÔNIO CARLOS

FACULDADE DE CIÊNCIAS DA SAÚDE DE JUIZ DE FORA

CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

TRATAMENTOS COADJUVANTES PARA TENDINITE DO TENDÃO FLEXOR DIGITAL SUPERFICIAL DOS EQUINOS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Aluna: Cristina Bessa Gama

Preceptor: José Joffre Martins Bayeux

       Orientadora: Ana Paula Daibert

                      José Olímpio Tavares

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Juiz de Fora

Junho / 2011

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dedico este trabalho ao Billy, pelo companheirismo por ele dedicado muitos anos à nossa família, e que hoje está nos jardins do céu, e a Lady, pelo conforto e por muitas vezes ter sido “cobaia”no início de tudo. Só quem tem amor pelos animais pode entender um assim.

AGRADECIMENTOS

 

A Deus, pela oportunidade e ter me colocado nesse caminho.

Aos meus pais, Eliana e Carvalho, que são a razão da minha existência, pelo incentivo e pelo colo muitas vezes necessários, pelo respeito nos momentos de estudo, e por ouvir até mesmo quando nem sabiam o que era. Obrigada pelo amor incondicional.

Às minhas irmãs Andréia e Gisele, mesmo longe estão sempre perto, sempre vibrando com os meus sucessos.

Aos meus cunhados, Alexandre e Marcelo, que de uma forma ou de outra também contribuíram pra que eu tenha chegado até aqui, sempre torcendo por mim.

À minha avó, Dona Esmeralda, ou melhor, “Vó Melauda”, sempre ajudando. Obrigada pelo carinho, pela corujice.

Ao meu tio Alexandre, e sua família, por ter me recebido em sua casa, em São Paulo, para que pudesse complementar meus estudos.

Às amigas de classe e companheiras, pela qual passamos coisas juntas, desde aos momentos mais estressantes aos mais tranqüilos deste curso, obrigada pela amizade de vocês, Cíntia, Larissa, Márcia e Natália.

Ao professor João Boechat, que nos momentos de confusão ter me guiado e ter feito com que eu percebesse a minha essência na minha profissão.

Aos veterinários que me deram a oportunidade de estágio, como Dr. Adauto Lemos, primeiro professor a me dar a oportunidade e hoje grande amigo; ao Médico Veterinário Giancarlo Coutinho da Equine Health, MV. Leonardo e MV. Helen do Hospital Veterinário Estrada Real, MV. José Carlos Pontello e MV. André Pontello da Clínica Equina São Francisco, MV. Luciano Puga e à equipe do IMA (Instituo Mineiro de Agropecuária), aos professores Ana Paula Daibert e José Olímpio pela oportunidade de estágio no Hospital Veterinário da UNIPAC, ao Dr. Thomas Wolff e sua equipe do Clube Hípico de Santo Amaro em São Paulo, entre outros que dedicaram seus tempos e que me transmitiram conhecimentos.

À todos os professores do curso de Medicina Veterinária da UNIPAC, que de alguma forma são responsáveis pela minha formação.

E por último, mas muito importante, Joffre, primeiro como preceptor por ter feito reavivar minha paixão pelos cavalos. Obrigada pelos ensinamentos dedicados a mim e pela oportunidade de aprendizado, pela insistência, pela paciência e pelo incentivo. E em segundo, como uma pessoa hoje importante na minha vida por mostrar que mesmo que sejam difíceis, esses caminhos servem para nos fortalecer pra que na frente possamos usufruir com mais prazer da vitória.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“-Nunca deixe ninguém dizer que você não é capaz de fazer alguma coisa.”

(Filme À procura da felicidade)

SUMÁRIO

 

 

I INTRODUÇÃO……………………………………………………. 03
1.1 Hospital Veterinário do Clube Hípico Santo Amaro (CHSA)…………………………………………………………………. 03
1.2 JJvet……………………………………………………………………… 04
II ATIVIDADES DESENVOLVIDAS………………………. 06
2.1 Atividades desenvolvidas no Hospital Veterinário do Clube Hípico Santo Amaro (CHSA)………………………….  06
2.2 Atividades desenvolvias com JJvet…………………………… 09
  REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS…………………… 16
III TRATAMENTOS COADJUVANTES PARA TENDINITE DO TENDÃO FLEXOR DIGITAL SUPERFICIAL……………………………………………………..   17
3.1 Introdução……………………………………………………………… 17
3.2 Revisão de literatura……………………………………………….. 17
3.2.1 Tendinite……………………………………………………………….. 17
3.2.2 Tratamento…………………………………………………………….. 18
3.2.3 Tratamentos coadjuvantes……………………………………….. 18
3.2.3.1 Plasma rico em plaquetas………………………………………… 18
3.2.3.2 Ultrassom terapêutico……………………………………………… 19
3.2.3.3 Laserterapia…………………………………………………………… 19
3.2.3.4 Células-tronco……………………………………………………….. 19
3.2.3.5 Terapia por ondas de choque extra-corporais……………… 20
3.2.3.6 Hialuronato de sódio………………………………………………. 20
3.3 Considerações finais……………………………………………….. 20
  REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS…………………… 21

 

 

 

 

 

 

 

 

 

LISTA DE TABELAS

 

Tabela 1 Patologias do aparelho locomotor dos equinos no Clube Hípico de Santo Amaro, acompanhadas no período de 22 de fevereiro a 25 de março de 2011…………………………………………………………………………….   06
Tabela 2 Patologias do sistema gastrointestinal dos equinos do Clube Hípico Santo Amaro, acompanhadas no período de 22 de fevereiro a 25 de março de 2011…………………………………………………………………………….   06
Tabela 3 Patologias do sistema respiratório dos equinos do Clube Hípico Santo Amaro, acompanhadas no período de 22 de fevereiro a 25 de março de 2011………………………………………………………………………………………   06
Tabela 4 Exames complementares das vias aéreas dos equinos do Clube Hípico Santo Amaro, acompanhados no período de 22 de fevereiro a 25 de março de 2011…………………………………………………………………………….   07
Tabela 5 Procedimentos cirúrgicos realizados no Clube Hípico Santo Amaro, acompanhados no período de 22 de fevereiro a 25 de março de 2011………………………………………………………………………………………….   07
Tabela 6 Acompanhamento anestésico em procedimentos cirúrgicos realizados no Clube Hípico de Santo Amaro, no período de 22 de fevereiro a 25 de março de 2011………………………………………………………………………..   08
Tabela 7 Outras atividades desenvolvidas no Clube Hípico Santo Amaro, realizado no período de 22 de fevereiro a 25 de março de 2011……………………………………………………………………………………….   08
Tabela 8 Técnicas auxiliares de diagnóstico de membro claudicante dos equinos do Clube Hípico Santo Amaro, acompanhadas no período de 22 de fevereiro a 25 de março de 2011……………………………………………………………………………………..    

09

Tabela 9 Patologias do aparelho locomotor dos equinos do Haras São Bento, acompanhados no período de 28 de março a maio de 2011……………….  09
Tabela 10 Técnicas auxiliares de diagnóstico do membro claudicante dos equinos do Haras São Bento, acompanhadas no período de 28 de março a maio de 2011…………………………………………………………………………………………..    

10

Tabela 11 Tratamento invasivo para problema articular dos equinos do Haras São Bento, acompanhado no período de 28 de março a maio de 2011…………………………………………………………………………………..   10
Tabela 12 Diagnóstico por imagem para diagnóstico de membro claudicante no Haras São Bento, no período de 25 de março de maio de 2011………………………………………………………………………………….   10
Tabela 13 Patologias de pele e anexos nos equinos do Haras São Bento, acompanhadas no período de 28 de março a maio de 2011……………….  11
Tabela 14 Hemoparasitoses acometidas nos equinos do Haras São Bento, acompanhadas no período de 28 de março a maio de 2011……………….  11
Tabela 15 Patologias do sistema respiratório nos equinos do Haras São Bento, acompanhadas no período de 20 de março a maio de 2011…………………………………………………………………………………..   11
Tabela 16 Outras atividades acompanhadas no Haras São Bento, no período de 29 de março a maio de 2011…………………………………………………………  12
 Tabela 17  Patologias do aparelho locomotor dos equinos do Rancho do Neguinho, acompanhados no período de abril a maio de 2011………….   12
Tabela 18 Diagnóstico por imagem para diagnóstico de membro claudicante dos equinos do Rancho do Neguinho, acompanhado no período de abril a maio de 2011………………………………………………………………………………   13
Tabela 19 Tratamento invasivo para problema articular dos equinos do Rancho do Neguinho, acompanhado no período de abril a maio de 2011……….  13
Tabela 20 Patologias do sistema respiratório dos equinos do Rancho Pantaleão, acompanhadas no período de abril a maio de 2011………………………….  13
Tabela 21 Exames complementares das vias aéreas dos equinos do Haras Pantaleão, acompanhadas no período de abril a maio de 2011…………..  13
Tabela 22 Diagnóstico por imagem para diagnóstico do membro claudicante dos equinos do Haras Pantaleão, acompanhado no período de abril a maio de 2011………………………………………………………………………………………   13
Tabela 23 Patologias oftálmicas acompanhadas nos demais haras, no período de 28 de março a maio de 2011……………………………………………………….  14
Tabela 24 Doenças infecciosas diagnosticadas nos equinos dos demais haras, no período de 28 de março a maio de 2011……………………………………….  14
Tabela 25 Atividades desenvolvidas nos demais haras, no período de 28 de março a maio de 2011……………………………………………………………….  15

 

 

 

LISTA DE SIGLAS

 

CHSA Clube Hípico de Santo Amaro
FC Fator de crescimento
PRP Plasma rico em plaquetas
TFDS Tendão flexor digital superficial
TOC Tratamento por ondas de choque

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

ALMEIDA, F. Q. de, LARANJEIRA, P. V. E. H. Síndrome cólica em equinos: ocorrência e fatores de risco. Revista de Ciência da vida, RJ, EDUR, v. 28, n. 1, Janeiro-Junho 2008, p.64-78.

 

AMARAL, G. A. C. do; MELLO, F. C. de; PELEGRINO, R. do C.; TOLEDO-PINTO, E. A. Tratamento de garrotilho equino. Revista Científica eletrônica de medicina veterinária, ano VI,n. 10, Janeiro 2008.

 

BAYEUX, J. J. M.; Transporte aéreo de eqüídeos.São Paulo-SP, 2009.

 

BRUM, C.; VELHO, J; LINS, L.; RIBAS, L; NOGUEIRA, C. E.; Casos de hemiplegia laringeana atendidos no HCV-UFPEL durante o período de 2005-2006.UFPEL, Pelotas – Rio Grande do Sul, 2006.

 

CÂMARA, A. C. L.; FEIJÓ, F. M. C.; OLINDA, R. G. Primeiro relato de dermatofilose generalizada em equino no Rio Grande do Norte. Acta Veterinária Brasilica, v. 3, n.4, p.187-192, 2009.Disponível em http://periodicos.ufersa.edu.br/revistas/index.php/acta

 

CARREGARO, A. B. Anestesia Inalatória. Anestesiologia Veterinária – UFSM, 2011. Disponível em www.anestciruvet.com.br

 

CURY, L. J.; MARINS, R. S. de Q. S.; SOARES, R. de T. R. N. Resíduos alimentares do exame antidoping equino. Ciência Animal Brasileira v. 6, n. 4, p.295-299,out./dez.2005.Disponível em www.revistas.ufg.br/index.php/vet/article/download/371/346

 

CARLTON, W. W.; MCGAVIN, M. D. Patologia Veterinária especial de Thomson. Tradução de: Cláudio S. L. Barros, 2 ed, Porto Alegre, Atmed, 1998. 672p.

 

Conf. 10.21 (Rev. CoP14), Transport of live specimens, disponível em http://www.cites.org/eng/res/10/10-21R14.shtml

 

DEARO, A. C.de O.; SOUZA M. S. B. Uveíte recorrente equino (Cegueira da lua). Revista Científica Rural, Santa Maria, v. 30, n.2, 2000, p. 373-380, 2000.

 

DIAS, L. P.; SILVEIRA, J. J. J.; GOMES, F. G.; STONE, S. C.; HETGES, A.; STARK, C. B.; JORGE, S.; RECUERO, R. C.; RECUERO, A. L. C.; FERNANDES, C. P. H., BROD, C. S. Soroprevalência de leptospirose equina na zona sul do Rio Grande do Sul, Brasil. UFPEL, Pelotas – Rio Grande do Sul, 2008.

 

d’UTRA-VAZ, B. B.; THOMASSIAN, A.; HUSSNI, C. A.; NOCOLETTI, J. L. M.; RASMUSSEN, R. Hemiplegia laringeana e condrite da aritenóide em equinos. Ciência Rural, Santa Maria, v.28, n.2, p. 333-340, 1998.

 

LAPA, D. A. P. Diagnóstico e tratamento das principais lesões tendinosas e ligamentosas dos equinos. Universidade Técnica de Lisboa, Faculdade de Medicina Veterinária, 2009. Disponível em http://www.repository.utl.pt/handle/10400.5/1305

 

Live Animals Transportation by Air, disponível em http://www.iata.org/whatwedo/cargo/live_animals/Pages/index.aspx

 

SANTOS, L. C. P.; JUNIOR, P. V. M.; KOZEMJAKIN, D. A. Achados endoscópicos e citológicos das vias respiratórias de potros puro sangue inglês em início de treinamento no Jóquei Clube do Paraná. Arquivo Ciência Veterinária e Zootecnia UNIPAR, Umuarama, v.10, n.1, p.9-13, Junho 2007.

 

STASHAK, T.S. Claudicação em equinos segundo Adams. Tradução de: Cristiano R. M. Von Simson, 4 ed, São Paulo, Roca, 2002. 943p.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                       

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

BARREIRA, A. P. B. Implante autólogo de células mesenquimais no tratamento de tendinites induzidas em equinos: avaliação clínica, ultrassonográfica e imunoistoquímica. Universidade Estadual Paulista “Júlio Mesquita Filho”, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Campus Botucatu – SP, Julho 2005.

 

COLOMBA, K. P.; BACCARIN, R. Y. A.; Ultrassom terapêutica no tratamento de tendinite induzida em equinos: avaliação ultrassonográfica. USP, 2009.

 

KING, C. BVSC; MvetCLINSTUSD research staff of Equine Research INC. Lameness. Editora Equine Research, Tyler, Texas, 2003.

 

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MACHADO, M. V. M.; VULCANO, L.CL; HISSNI, C. A.; ALVES, A. L.G. Efeitos da laserterapia em tendinite experimental no tendão flexor digital superficial em equinos: estudo histológico e ultrassonográfico. Archives of Veterinary Science, v.5, p.111-115, 2000.

 

MAIA, L. Plasma rico em plaquetas no tratamento de tendinite em equinos: avaliação clínica, ultrassonográfica e histopatológica. Viçosa-MG, 2008.

 

OLIVEIRA, P. G. G. de; Implante autólogo de células mononucleares provenientes de medula óssea no tratamento de tendinites induzidas experimentalmente em equinos: avaliação a longo prazo-120 dias. Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Botucatu-SP, Junho 2008.

 

PARRA, M. L.; SANDOVAL, J.; VALERIS, R.; ALVARADO, M.; CRUZ, R. Correlación entre La evaluacion clínica y ultrasonografica de las lesiones em tendons flexores de miembros anteriores em equinos pura sangre de Carreras em Venezuela. Revista Científica, FCV-LUZ, v. XIV, n. 6, p 506-512, 2004.

 

REIS, A. G. M. S. Avaliação da aplicação do ultrassom terapêutico em tendinite em equinos. Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, São Paulo, 2009.

 

SPURLOCK, L. S.; SPURLOCK, G. H.; BERNSTAD, S.; MICHANEK, P.; CHESTER, S. T. Treatment of acute superficial flexor tendon injuries in performance horses with high molecular weight sodium hyaluronate. Journal of equine veterinary science, v. 19, n.5, p. 338-344, 2009.

 

STASHAK, T.S. Claudicação em equinos segundo Adams. Tradução de: Cristiano R. M. Von Simson, 4 ed, São Paulo, Roca, 2002. 943p.

 

THORPE, C. T.; CLEGG, P. D.; BIRCH, H. L. A review of tendon injury: Why is the equine superficial digital flxor tendon most a risk? Equine Veterinary Journal, 2009.

1 INTRODUÇÃO

 

1.1 Hospital Veterinário Clube Hípico de Santo Amaro

O Estágio supervisionado foi realizado em parte no Clube Hípico Santo Amaro, junto com a equipe do Dr. Thomas Wolff, que se localiza na Rua Visconde de Taunay, número 508, Vila Cruzeiro, em São Paulo, São Paulo.

 O estágio iniciou-se no dia 22 de fevereiro de 2011 e terminou no dia 25 de março de 2011, e teve como objetivo cumprir parte das horas totais exigidas pela disciplina de estágio, totalizando 140 horas. Estava sendo realizado todos os dias exceto aos domingos e segundas-feiras, e o horário era de 08:00 às 13:00 horas. O preceptor foi o médico veterinário Thomas Walter Wolff.

No hospital veterinário do Clube Hípico Santo Amaro tem-se como atividades atendimento clínico, coleta para exames laboratoriais, procedimentos ambulatoriais e cirurgias em equinos. Conta com o atendimento prestado pela equipe do Dr. Thomas, formada pelos veterinários, além do mesmo, o Dr. Edson, também cirurgião, Dra. Priscila, Dra. Cristina, e ainda com o apoio e trabalho de 6 enfermeiros, e uma auxiliar de limpeza.

O Clube Hípico de Santo Amaro é para somente associados, possui uma escolinha de equitação para crianças, que podem iniciar o aprendizado a partir dos 4 anos, campo de futebol, piscina, área de lazer para as crianças, secretaria, e um restaurante.

A área para a estabulagem dos animais é dividida em Hípica Nova, Hípica Velha e Hípica Central, formadas ao todo por 700 baias. O Clube também possui uma ferradoria, farmácia veterinária, a Vila Hípica, que trata de toda a parte burocrática envolvida com transporte dos animais, chegada, saída e outros; quatro pistas, uma de grama e três de areia, um padock, e o hospital veterinário.

            A veterinária do Clube Hípico de Santo Amaro possui as seguintes instalações:

            -Ambulatório: de pé direito alto, com piso emborrachado, com um tronco de contenção, o local é usado para avaliação do animal, algum procedimento ambulatorial como palpação, auscultação, curativos, medicação, ou procedimentos rápidos como uma infiltração articular, ou o uso do ultrassom;

            -Dois escritórios: um do Dr. Thomas, também usado pelo Dr. Edson, possui muitos livros, de diversos assuntos relacionados à medicina veterinária, que pode ser usado para consultas e trabalhos também de estagiários; e outro para as duas outras veterinárias, com um computador e uma mesa usados por elas para prescrição de receitas e outros;

            -Banheiro: usado apenas para a equipe veterinária;

            -Cozinha: com um fogão e uma geladeira, a mesma também usada para guardar medicamentos que precisam ser acondicionados dessa forma e para materiais que são destinados ao laboratório;                    

-Farmácia: uma sala em que ficam todas as receitas, de todos os equinos que precisam de medicação, com seus respectivos medicamentos; duas pias, um com água quente, e um armário;

-Sala de esterilização: possui uma autoclave e uma estufa para a esterilização dos materiais cirúrgicos, um armário para guardá-los já esterilizados e devidamente lacrados. Mais a frente, uma pia, com acionamento pelo pé para a antisepsia e preparação da equipe cirúrgica.

-Sala de cirurgia: possui uma mesa pneumática específica para equinos, duas mesas para preparação das drogas, e um armário com vários medicamentos destinados a cirurgia;

– Sala de MPA: nada mais que uma sala com pé direito alto, todo acolchoado, para a realização da MPA no animal, e o seu retorno, após a cirurgia.

As principais atividades realizadas são medicações, curativos e acompanhamento intensivo dos animais no pós-operatório.

O objetivo principal do estágio é colocar em prática conhecimentos teóricos obtidos na vida acadêmica principalmente nas matérias de anatomia, equideocultura, patologia clínica, fisiologia, diagnóstico por imagem, anestesiologia, clínica e cirurgia de grandes animais.

As razões que motivaram a realizar o estágio no hospital veterinário do Clube Hípico de Santo Amaro foram à oportunidade de acompanhar uma rotina totalmente diferente, nova, dos veterinários autônomos, de uma nova clínica com profissionais diferentes, com condutas diferentes daqueles antes que já havia convivido.

 

1.2 JJvet

 

O Estágio Supervisionado está sendo realizado com o veterinário, autônomo, José Joffre Martins Bayuex, com escritório localizado na Alameda Eduardo Prado, número 150/75, Campos Elíseos, em São Paulo, São Paulo, tendo como sua marca JJvet.

 O estágio iniciou-se no dia 28 de março de 2011, e tem seu término previsto para 03 de junho de 2011, e tem como objetivo cumprir o restante de 300 horas, exigidos pela disciplina de estágio. Está sendo realizado de segundas-feiras as sextas-feiras, de 07:00 às 13:00 horas.

O médico veterinário atua na cidade de São Paulo, e nas cidades adjacentes do estado, atendendo na parte clínica principalmente. Muitos são os haras visitados, mas serão apenas citados os de maior importância, e de mais atividades desenvolvidas.

O Haras São Bento fica localizado na Rua Mauro Próspero, s/n, na cidade de Bragança Paulista, São Paulo. O haras aloja animais de raças de hipismo e de passeio. E qualquer pessoa pode alugar uma baia e colocar seu animal estabulado lá.

O Haras é gerenciado por uma pessoa, que também é o equitador do local, possui também como funcionários dois tratadores. Existem em torno de 40 animais estabulados.

            O Haras São Bento possui as seguintes instalações:

            -Estabulagem: formada por 16 baias, e 40 alqueires de pasto em que alguns animais ficam soltos;

            -Escritório: com uma mesa e um armário em que ficam os livros de tudo que acontece no haras, todas as anotações do veterinário, e ainda uma pequena sala em que ficam os medicamentos e receitas dos animais doentes;

            -Pista de areia;

Outro local também atendido pelo veterinário é o Rancho do Neguinho, localizado na cidade se São José dos Campos, São Paulo. O rancho estabula animais da raça quarto-de-milha, de proprietários diferentes, totalizando o número de 40 animais na propriedade.

O Rancho do Neguinho possui as seguintes instalações:

-Estabulagem: formada por 40 baias, feno de capim e alfafa e ração comercial;

-Escritório: com uma mesa, um sofá para atendimento ao proprietário, um computador;

-Selaria: ficam armazenados os materiais de montaria, e em um pequeno armário em que ficam guardados os medicamentos de cada animal;

-Cozinha: uma cozinha com uma área externa para as pessoas comerem, com uma mesa grande de madeira e bancos de madeira;

-Tronco de contenção: para manipulação dos equinos mais inquietos, ou para procedimentos que apresentam certo risco ao profissional;

-Pista de areia.

E por último, outro lugar visitado pelo médico veterinário José Joffre, foi o Haras Pantaleão, localizado na cidade de Amparo, São Paulo. O haras cria cavalos da raça quarto-de-milha, de apenas um proprietário, destinado às provas de tambor. No haras tem em torno de 40 animais.

O haras possui as seguintes instalações:

-Estabulagem: 50 baias, forrada com cama de serragem; um piquete para os potros, e pasto para os animais que ficam soltos;

-Enfermaria: local em que ficam armazenados os medicamentos destinados aos animais doentes, e que são feitos os curativos, ou alguma medicação.

-Selaria: ficam armazenados os materiais de montaria da proprietária;

-Pista de areia.

As principais atividades realizadas são acompanhamento de consultas, coleta de sangue, pequenos procedimentos cirúrgicos, higienização de feridas, diagnóstico de claudicação entre outras.

As razões que motivaram a realizar estágio com o Dr. Joffre foram a oportunidade de acompanhar um veterinário autônomo em um nicho de trabalho diferente, podendo ter novas experiências, com condutas diferentes.

No capítulo 3 serão abordados os tratamentos coadjuvantes para tendinite do tendão flexor digital superficial dos equinos. A tendinite tem uma grande importância na medicina equina esportiva por ela ser responsável por prejuízos econômicos por diversos fatores como o longo tratamento, a demora da cicatrização e consequentemente uma espera maior do retorno dos animais às pistas, sendo de suma importância o conhecimento de tratamentos que possam ajudar a acelerar essa recuperação. Portanto serão revisados os tratamentos mais usados hoje na clinica de equinos que juntamente com o tratamento básico possam ser utilizados para que se tenha uma rápida e eficiente cicatrização.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS

2.1 Atividades desenvolvidas no Clube Hípico de Santo Amaro (CHSA)

Durante o estágio realizado no Hospital Veterinário do Clube Hípico de Santo Amaro, no período de 22 de fevereiro a 25 de março de 2011, foram realizadas as atividades descritas nas tabelas abaixo.

 

Tabela 1. Patologias do aparelho locomotor dos equinos no Clube Hípico de Santo Amaro, acompanhadas no período de 22 de fevereiro a 25 de março de 2011.

PATOLOGIAS TOTAL %
Harpejo 01 12,5
Pododermatite séptica 02 25
Tendinite do TFDS do MA 05 62,5
TOTAL 08 100

MA – Membro anterior

TFDS – Tendão flexor digital superficial

 

Tendinite é a inflamação induzida por esforço envolvendo um tendão que é circundado por um paratendão, sendo mais comum nos membros dianteiros dos cavalos puro-sangue de corrida e quarto de milha, afetando tipicamente o tendão flexor digital superficial. A tendinite geralmente resulta de uma luxação intensa dos tendões dos flexores, que está associado ao esforço excessivo ou à hiperextensão do tendão, mas ela também pode ocorrer em qualquer cavalo como resultado de uma batida no tendão (STASHAK, 2002).

 

Tabela 2. Patologias do sistema gastrointestinal dos equinos do Clube Hípico Santo Amaro, acompanhadas no período de 22 de fevereiro a 25 de março de 2011.

PATOLOGIAS TOTAL %
Cólica por dilatação gástrica 03 75
Enterite 01 25
TOTAL 04 100

 

As cólicas com origem estomacal são decorrentes principalmente de mudanças na fermentação microbiana ou um resultado da perda de motilidade, e seu risco aumenta quanto a quantidade de concentrado ingerido. Existe uma grande relação entre a ocorrência de distensão gástrica como uma série de fatores associados ao confinamento e à rotina dos equinos, como por exemplo, a qualidade do concentrado e a baixa ingestão de volumoso, associado a outros fatores como alteração de comportamento provocada pelo estresse e confinamento, podendo influenciar na fisiologia e funcionamento do aparelho digestivo dos equinos (ALMEIDA, 2008).

 

Tabela 3. Patologias do sistema respiratório dos equinos do Clube Hípico Santo Amaro, acompanhadas no período de 22 de fevereiro a 25 de março de 2011.

PATOLOGIAS TOTAL %
Hemiplegia laringeana 01 100
TOTAL 01 100

 

A hemiplegia laríngea é uma paralisia da musculatura da laringe, de origem de uma neuropatia do nervo laríngeo esquerdo, impedindo assim a adução e a abdução das cartilagens aritenóides. Envolve na maioria das vezes o nervo laríngeo recorrente esquerdo talvez por ser o nervo mais longo no equino. Sua origem pode ser por compressão ou estiramento mecânico deste nervo ao passar pelo arco aórtico, ou ainda neuropatias induzidas por vírus e bactérias (como Streptococcus equi), deficiência vitamínica, aplicação de injeções perivasculares ou perineurais, neoplasias, acidentes traumáticos no pescoço e abscedação paralaríngea, entre outros (BRUM, 2006). A hemiplegia laringeana pode ser observada de três formas como a hemiparesia sub-clínica, hemiparesia com sinais clínicos e hemiplegia propriamente (d`UTRA-VAZ, 1998).

 

Tabela 4. Exames complementares das vias aéreas dos equinos do Clube Hípico Santo Amaro, acompanhados no período de 22 de fevereiro a 25 de março de 2011.

EXAME TOTAL %
Endoscopia 01 100
TOTAL 01 100

 

A endoscopia é uma ferramenta muito útil na avaliação do trato respiratório dos equinos e tornou-se rotina na medicina esportiva equina nos últimos tempos. Sua utilização auxilia na determinação da origem de ruídos respiratórios que acompanham, por exemplo, a hemiplegia laríngea O exame endoscópico deve ser realizado com absoluta segurança para o cavalo e para os profissionais (KOZEMJAKIN, 2007).

A contenção química altera a função laringeana, devendo ser evitada, assim como alguns cavalos respondem negativamente à contenção mecânica, podendo também prejudicar o exame. Deve-se procurar utilizar sempre a mesma narina, visando uniformizar a imagem obtida. O exame pode ser feito antes e após o exercício, pois isso facilita a observação de alguns movimentos, mas não substitui a endoscopia em movimento. Podem-se aplicar técnicas para a indução da deglutição com aspersão de água e oclusão nasal, intensificando os movimentos laringianos (KOZEMJAKIN, 2007).

 

Tabela 5. Procedimentos cirúrgicos realizados no Clube Hípico Santo Amaro, acompanhados no período de 22 de fevereiro a 25 de março de 2011.

PROCEDIMENTO TOTAL %
Desmotomia do ligamento patelar medial 02 66,6
Traqueostomia 01 33,4
TOTAL 03 100

 

A desmotomia do ligamento patelar medial é indicada para o tratamento de travamento proximal da patela. Se a correção cirúrgica for realizada antes que o dano à cartilagem da articular da patela seja evidente, este tratamento fornece uma alta de recuperação. A região sobre os ligamentos médio e medial deve ser tricotomizada e preparada para o procedimento. O animal deve estar tranquilizado e a cauda enfaixada para evitar que atinja o campo cirúrgico. Deve ser aplicado anestésico local, por via subcutânea sobre o ligamento patelar médio, e a região subcutânea sobre o ligamento patelar medial imediatamente acima de sua inserção tibial. Em seguida deve ser feita uma incisão sobre o ligamento patelar médio, próximo à inserção tibial do ligamento, e inserido um bisturi sob o ligamento patelar medial próximo da sua inserção na tíbia (STASHAK, 2002).

 

Tabela 6. Acompanhamento anestésico em procedimentos cirúrgicos realizados no Clube Hípico de Santo Amaro, no período de 22 de fevereiro a 25 de março de 2011.

TIPO DE ANESTESIA TOTAL %
Anestesia geral inalatória 02 100
TOTAL 02 100

 

            A anestesia inalatória está se difundindo na clinica de equinos, principalmente nos grandes centros, como em São Paulo. Foi observado no estágio, que os animais sob este tipo de anestesia apresentavam retorno rápido e seguro dos procedimentos dentro de suas variações individuais.

O agente inalatório utilizado nos dois procedimentos foi o isofluorano, que tem como características a diminuição do metabolismo cerebral, proteção contra hipoxemia e isquemia, e vasodilatação coronariana (CARREGARO, 2011).

 

Tabela 7. Outras atividades desenvolvidas no Clube Hípico Santo Amaro, realizado no período de 22 de fevereiro a 25 de março de 2011.

ATIVIDADES TOTAL %
Auxílio de emissão de GTA 80 014,76
Coleta de urina para exame anti-dopping 03 000,56
Coleta de sangue 01 000,18
Enfermagem 288 053,13
Inspeção dos animais em evento hípico 150 027,67
Vermifugação 20 003,70
TOTAL 542 100

 

Os testes antidopings são amplamente utilizados em todas as modalidades de esportes equestres, sendo que estão cada vez mais sensíveis ao aparecimento de novas drogas no mercado.

As práticas de doping nas corridas de cavalo são bastante conhecidas, seja para reduzir a dor de alguma lesão existente, seja para conferir maior fôlego ou explosão muscular ao animal. O exame é feito logo após o término do evento hípico, a partir de amostras de urina ou sangue. Para evitar qualquer tipo de fraude ou contaminação, a coleta é feita em uma cocheira reservada por médicos veterinários capacitados. Após a coleta, a amostra é enviada para os laboratórios credenciados e caso o resultado dê positivo, cabem ao animal e seu proprietário ou cavaleiro as penalidades previstas pelo tribunal desportivo (CURY, 2005).

 

 

 

 

 

 

 

Tabela 8. Técnicas auxiliares de diagnóstico de membro claudicante dos equinos do Clube Hípico Santo Amaro, acompanhadas no período de 22 de fevereiro a 25 de março de 2011.

TÉCNICAS TOTAL %
Bloqueio do NDPL e NDPM 02 50
Flexão de articulação 02 50
TOTAL 04 100

NDPL – Nervo digital palmar lateral

NDPM – Nervo digital palmar medial

 

A anestesia local é comumente usada na prática com equinos devido a seu valor na identificação do local da dor em animais em que não existe uma patologia evidente e é útil também na confirmação de uma suspeita diagnóstica. A anestesia local pode ser feita por infiltração perineural (bloqueio nervoso), bloqueio de campo (bloqueio em anel), infiltração direta na região sensível, ou por anestesia intra-sinovial (cápsulas articulares, bolsas e bainhas sinoviais). A infiltração perineural e os bloqueios de campo são usados para situar a fonte da dor que causa claudicação a uma região específica, devendo ser realizados de modo sistemático, começando na extremidade distal e prosseguindo proximalmente. Outros métodos de infiltração direta e a anestesia intra-sinovial são usados para identificar o comprometimento de uma estrutura específica. Uma vez que a região dolorida foi identificada e a claudicação foi eliminada pela anestesia, deve ser feito um exame radiográfico completo da região (STASHAK, 2002).

 

 

2.2 Atividades desenvolvidas com JJvet

 

Durante o estágio realizado com o médico veterinário José Joffre, no período de 28 de março a maio de 2011, foi realizado as atividades descritas nas tabelas abaixo no Haras São Bento, no Rancho do Neguinho e no Haras Pantaleão.

 

Tabela 9. Patologias do aparelho locomotor dos equinos do Haras São Bento, acompanhados no período de 28 de março a maio de 2011.

PATOLOGIAS TOTAL %
Desmite do ligamento suspensório 02 40
Perfuração de sola por objeto perfurante 01 20
Tendinite do TFDS 01 20
Tendinite do TDFP 01 20
TOTAL 05 100

TFDS – Tendão flexor digital superficial

TFDP – Tendão flexor digital profundo

 

A inflamação de um ligamento é chamada de desmite, e assim sendo a lesão do ligamento suspensório é chamado de desmite do ligamento suspensório, sendo bastante semelhante a uma tendinite, pois este ligamento é na verdade um tendão vestigial. O ligamento suspensório do membro traseiro é a estrutura mais comumente afetada nos cavalos de corrida American Troter, sendo relacionada à maior fase cranial do passo, durante a qual ocorre a principal função de suporte do ligamento (STASHAK, 2002).

 

Tabela 10. Técnicas auxiliares de diagnóstico do membro claudicante dos equinos do Haras São Bento, acompanhadas no período de 28 de março a maio de 2011.

TÉCNICAS TOTAL %
Bloqueio do NDPL e NDPM 02 20
Palpação, inspeção, observação 05 50
Uso da pinça de casco 03 30
TOTAL 10 100

NDPL – Nervo digital palmar lateral

NDPM – Nervo digital palmar medial

 

Os métodos de diagnóstico de um membro claudicante consiste inicialmente da observação à distância do animal, observação do animal em repouso, no passo e ao trote, seguido de um exame cuidadoso e sistemático dos membros por palpação, de modo que não se esqueça de nenhuma estrutura, devendo o bom conhecimento da anatomia importantíssimo para o diagnóstico (STASHAK, 2002).

 

Tabela 11. Tratamento invasivo para problema articular dos equinos do Haras São Bento, acompanhado no período de 28 de março a maio de 2011.

TRATAMENTO TOTAL %
Infiltração com hialuronato de sódio e corticosteróide na articulação tarsiana 01 100
TOTAL 01 100

 

O uso de corticosteróides intra-articulares vem sendo empregado nos equinos desde 1955, sendo esta prática utilizada no tratamento das artrites traumáticas e degenerativas. O uso de corticosteróides é lógico, pois são drogas antiinflamatórias potentes, que vão auxiliar a volta da membrana sinovial ao seu estado normal e reduzir o nível de enzimas nocivas na articulação. Os corticosteróides comumente usados já há algum tempo são betamesona, acetato de seis alfa-metilprednisolona e acetato ou hexacetonato de triancinolona.

A utilização do hiauluronato de sódio para tratamento de sinovite e capsulite também se faz necessário. O hialuronato de sódio age como um lubrificante pro contigüidade das membranas sinoviais e também influencia a composição do líquido sinovial. Quantidades adequadas de hialuronato de sódio podem evitar acesso de enzimas inflamatórias à cartilagem (STASHAK, 2002).

 

Tabela 12. Diagnóstico por imagem para diagnóstico de membro claudicante no Haras São Bento, no período de 25 de março de maio de 2011.

EXAME TOTAL %
Radiografia 01 100
TOTAL 01 100

 

A radiologia hoje na clínica de equinos é um procedimento de rotina para auxiliar o veterinário nos diagnósticos e prognósticos de claudicação. E mesmo sendo uma ajuda importante no diagnóstico, deve ser utilizado apenas em conjunto com um histórico preciso, exame físico e outras formas diagnósticas. O conhecimento sobre os aparelhos de radiográficos, técnicas de exame, segurança quanto à radiação, anatomia radiográfica normal e interpretação radiográfica são necessários para realizar diagnóstico com a base em radiografias (STASHAK, 2002).

 

Tabela 13. Patologias de pele e anexos nos equinos do Haras São Bento, acompanhadas no período de 28 de março a maio de 2011.

PATOLOGIAS TOTAL %
Dermatofilose 02 40
Dermatofitose 01 20
Ferimentos dermatológicos 02 40
TOTAL 05 100

 

A dermatofilose é uma enfermidade infectocontagiosa aguda ou crônica e se apresenta em forma de dermatite hiperplásica ou exsudativa, caracterizando-se por erupções cutâneas crostosas e escamosas, acometendo diversas espécies de mamíferos, inclusive os humanos. O agente etiológico é Dermatophilus congolensis, um bacilo Gram positivo, filamentoso, aeróbio ou anaeróbio facultativo do grupo dos actinomicetos. Os animais assintomáticos são os principais reservatórios da infecção, pois o agente é oportunista e está presente na pele íntegra, penetrando e colonizando a epiderme mediante condições predisponentes (CÂMARA, 2009).

O animal examinado durante o estágio com dermatofilose apresentava áreas de alopecia na região da garupa, indicativas de doenças dermatológica, correspondendo com o ambiente que o animal vivia, sendo bastante úmido e anti higiênico. No mesmo foi empregado tratamento com anti sépticos, não sendo necessário o uso de drogas sistêmicas.

 

Tabela 14. Hemoparasitoses acometidas nos equinos do Haras São Bento, acompanhadas no período de 28 de março a maio de 2011.

HEMOPARASITOSE TOTAL %
Babesiose 06 100
TOTAL 06 100

 

As babesioses são doenças transmitidas por carrapatos causadas por protozoário do gênero Babesia. Ocorrem em todas as espécies domésticas, principalmente em climas quentes, apropriados para os carrapatos vetores. Os microorganismos podem causar uma síndrome aguda caracterizada por anemia hemolítica, uma síndrome crônica associada à perda de peso e um estado portador. Os microorganismos que acometem os equinos são a Babesia caballi e a Babesia equi (CARLTON, 1998).

 

Tabela 15. Patologias do sistema respiratório nos equinos do Haras São Bento, acompanhadas no período de 20 de março a maio de 2011.

PATOLOGIAS TOTAL %
Garrotilho 02 66,6
Pneumonia bacteriana 01 33,4
TOTAL 03 100

 

Garrotilho, como é mais comumente conhecida, é uma doença infecto contagiosa, de distribuição mundial causada pelo Streptococcus equi, subespécie equi (S.equi), uma bactéria cuja penetração se dá através de vias aéreas sendo contaminado por inalação, ocasionalmente via oral. É caracterizada por inflamação do trato respiratório superior, acometendo principalmente animais novos (de 6 meses a 5 anos), porém ocorre também em adultos. Aparece normalmente em locais de agrupamento de animais, pois o microorganismo é facilmente transmitido através de bebedouros e comedouros de uso comum, pois invade o organismo com os alimentos e água contaminados. Há animais resistentes portadores, que não apresentam sintomas da doença, mas a disseminam, dando origem a surtos inesperados. Os animais doentes precisam ser isolados. Ela pode se dar também, indiretamente, por intermédio de tratadores ao lidarem com os animais nos estábulos, ou mesmo por fômites infectados.

 A contaminação de alimentos, cama, água, ar, utensílios de estábulos, sondas gástricas e endoscópios, além de insetos, podem participar como fontes de disseminação do agente (AMARAL, 2008).

 

Tabela 16. Outras atividades acompanhadas no Haras São Bento, no período de 29 de março a maio de 2011.

ATIVIDADES TOTAL %
Coleta de sangue 25 80,65
Enfermagem 05 16,12
Ferrageamento corretivo 01 03,23
TOTAL 31 100

 

            Apesar das principais alterações se verificarem a nível dos cascos, as suas conseqüências podem se estender as restantes estruturas de apoio como os tendões, os ligamentos, as articulações e os ossos. A sua importância em cavalos de esporte é ainda maior, uma vez que a intensidade dos treinos implica num maior estresse mecânico em todas as estruturas. Estas conseqüências repercutem invariavelmente no seu rendimento esportivo. Tornado-se, portanto necessário que os animais estejam bem ferrados e que se procedem às devidas correções quando sejam detectados quaisquer problemas. O essencial na ferração é manter o casco e o membro equilibrado fato que está dependente de uma correta avaliação do animal (LAPA, 2009).

 

Tabela 17. Patologias do aparelho locomotor dos equinos do Rancho do Neguinho, acompanhados no período de abril a maio de 2011.

PATOLOGIAS TOTAL %
Sinovite vilonodular 01 20
Tendinite do TFDS 03 60
TOTAL 05 100

TFDS – Tendão flexor digital superficial

 

A sinovite vilonodular é uma forma avançada de sinovite e capsulite no boleto. Originalmente o problema foi descrito como sinovite vilonodular, baseando na sua semelhança aparente à forma nodular da sinovite vilosa pigmentada no homem. O problema nos equinos ocorre na articulação metacarpofalangeana, sendo caracterizada pelo desenvolvimento de uma massa intracapsular por um período de diversos meses, devendo ser mais adequadamente chamada de sinovite proliferativa crônica. Sua patogênese parece ser traumática. A concussão, assim como uma hiperextensão exagerada da articulação são os principais fatores causadores de traumas na inserção da cápsula articular e à prega de tecido que se projeta dela (STASHAK, 2002).

 

 

Tabela 18. Diagnóstico por imagem para diagnóstico de membro claudicante dos equinos do Rancho do Neguinho, acompanhado no período de abril a maio de 2011.

EXAME TOTAL(animais) %
Radiografia 03 100
TOTAL 03 100

 

 

Tabela 19. Tratamento invasivo para problema articular dos equinos do Rancho do Neguinho, acompanhado no período de abril a maio de 2011.

TRATAMENTO TOTAL %
Infiltração com hialuronato de sódio e corticosteróide na articulação metacarpofalangeana 01 50
Infiltração com hialuronato de sódio e corticosteróide na articulação tarsiana 01 50
TOTAL 02 100

 

 

Tabela 20. Patologias do sistema respiratório dos equinos do Rancho Pantaleão, acompanhadas no período de abril a maio de 2011.

PATOLOGIA TOTAL %
Broncopneumonia 01 33,3
Condrite da aritenóide 01 33,3
Hiperplasia folicular linfóide 01 33,3
TOTAL 03 100

 

A hiperplasia folicular linfóide é um distúrbio muito comum e clinicamente significativo na clínica de equinos. Tem certa importância em cavalos de corrida de dois a três anos de idade, nos quais a causa mais comum de obstrução parcial do fluxo de ar no sistema respiratório superior. Sua etiologia não é bem determinada, mas infecção bacteriana crônica combinada com fatores ambientais pode causar a hiperplasia linfóide excessiva com sinais clínicos de inspiração e expiração estertosa (CARLTON, 1998).

 

 

Tabela 21. Exames complementares das vias aéreas dos equinos do Haras Pantaleão, acompanhadas no período de abril a maio de 2011.

EXAME TOTAL %
Endoscopia 02 100
TOTAL 02 100

 

 

Tabela 22. Diagnóstico por imagem para exame de compra dos quatro membros, abrangendo, casco, boleto, joelhos e jarretes no Haras Pantaleão, acompanhado no período de abril a maio de 2011.

EXAME TOTAL %
Radiografia 01 100
TOTAL 01 100

            Para avaliação radiográfica do casco, para se obter imagem de falange distal e sesamóide distal as projeções deverão ser as látero-medial (LM), dorsoproximal-palamarodistal oblíqua (DPr-PaDiO), palmaroproximal-palmarodistal (PaPr-PaDiO); para avaliação do boleto, ou seja a articulação metacarpofalangeana, as projeções devem ser a latero-medial (LM), latero-medial flexionado (LM flexionado), dorsoproximal-palmarodistal (DPr-PaDi), dorsolateral-palmaromedial oblíqua (DL-PaMO); para avaliação do joelho, os carpos, devem ser utilizados os aspectos latero-medial (LM), latero-medial flexionado (LM flexionado), dorso-palmar (DPa), dorsolateral-palmaromedial oblíquo (DL-Pa MO), dorsomedial-palmarolateral oblíquo (DM-PaLO); e por último as projeções para avaliação do jarrete, ou tarso, ou articulação inter-tarsiana, devem ser a latero-medial (LM), latero-medial flexionado (LM flexionado), dorsoplantar (DPl), dorsolateral-plantaromedial oblíquo (DL-PlMO), dorsomedial-plantarolateral oblíquo (DM-PlLO) (STASHAK, 2002).

           

 

Tabela 23. Patologias oftálmicas acompanhadas nos demais haras, no período de 28 de março a maio de 2011.

PATOLOGIA TOTAL %
Uveíte recorrente 01 100
TOTAL 01 100

 

O processo inflamatório das estruturas que compõem a úvea é uma das mais importantes causas de cegueira nos equinos. Também conhecida como iridociclite recorrente, oftalmite recorrente ou oftalmia periódica, a uveíte recorrente equina caracteriza-se fundamentalmente por repetidos episódios de inflamação ocular interrompidos por períodos variáveis de dormência clínica. Acredita-se atualmente que a uveíte recorrente se desenvolva em consequência de reações imunomediadas intra-oculares deflagradas em resposta à ação de diversos agentes, entre os quais a Leptospira interrogans (DEARO, 2000).

 

Tabela 24. Doenças infecciosas diagnosticadas nos equinos dos demais haras, no período de 28 de março a maio de 2011.

PATOLOGIA TOTAL %
Leptospirose 01 100
TOTAL 01 100

 

A leptospirose é uma zoonose que acomete animais domésticos, silvestres e o homem e a transmissão ocorre através da água contaminada por Leptospiras. Na espécie equina a enfermidade foi descrita com apresentação subclínica, resultando em abortos, nascimentos de animais prematuros e debilitados. Os sintomas freqüentemente descritos são a febre, a icterícia, nefrite e complicações oculares. A oftalmia se instala após a fase de latência da doença, podendo ser detectada pela presença de leptospiras nas lesões oculares e alta concentração de anticorpos no humor aquoso. Os sorovares descritos como prevalentes em amostras de soro equino, detectados no teste de aglutinação microscópica são o Icterohaemorrhagiae, Pomona, Wolffi, Hardjo, Canicola, Ballum, Butembo, Bataviae, Pyrogenes, Javanica, Tarassovi, Panamá, Castellonis, Sejroe, Hebdomadis, Grippotyphosa (DIAS et al, 2008).

 

 

Tabela 25. Atividades desenvolvidas nos demais haras, no período de 28 de março a maio de 2011.

ATIVIDADES TOTAL %
Coleta de sangue 08 80
Exame de compra 01 10
Transporte aéreo de equinos 01 10
TOTAL 10 100

 

O transporte aéreo de equino em questão foi realizado no dia 19 de abril, saindo de São Paulo, do aeroporto de Guarulhos, com destino a Manaus, Amazonas. Foi transportado apenas um animal.

O transporte aéreo de animais é desenvolvido desde 1930. No mundo moderno de hoje, o transporte de animais vivos por via aérea é considerado o método mais humano e eficaz para o transporte a longas distâncias. O Live Animals Regulations (LAR) (Regulamento para animais vivos) é o padrão mundial para o transporte de animais vivos por companhias aéreas comerciais. Se tratando de um animal de estimação, um animal transportado para fins zoológicos ou agrícolas, ou por qualquer outro motivo, o objetivo do regulamento é para garantir que todos os animais sejam transportados de forma segura e humana por via aérea (CONF. 10.21, TRANSPORT OF LIVE SPECIMENS).

O transporte aéreo de equinos deve se ter acompanhamento de um veterinário por vindicações como o uso de drogas controladas, porte de medicação para eutanásia, pela segurança do animal durante o vôo e do próprio vôo em questão, e ainda pelos atendimentos emergenciais durante (BAYEUX, 2009).

 

 

 

 

3 TRATAMENTOS COADJUVANTES PARA TENDINITE DO TENDÃO FLEXOR DIGITAL SUPERFICIAL DOS EQUINOS

3.1 Introdução

A tendinite é uma das lesões mais comuns do aparato músculo-esquelético. Alguns tendões são mais propensos a lesões do que outros, como o tendão flexor digital superficial (TFDS), que segundo Thorpe et al (2009) se refere a 75-93% dos casos de tendinite.

São inúmeros os tratamentos clínicos disponíveis para as fases aguda e crônica da tendinite, sendo o objetivo melhorar a qualidade do tecido cicatricial, para que assim o animal tenha uma maior chance de retornar à sua atividade física. Portanto, é de suma importância não apenas detectar a lesão precocemente, como também seu monitoramento (MAIA, 2008).

Os tendões têm uma estrutura biológica e anatômica que compromete a recuperação deste tipo de lesão, sendo pelo baixo conteúdo celular ou pela reduzida vascularização destas estruturas. A principal consequência que se verifica deste tipo de lesões e seu insucesso terapêutico é o comprometimento da vida esportiva de animais de alta competição, que não só ficam afastados do trabalho por longos períodos, mas que podem ser permanentemente afastados da vida esportiva. Por estes motivos têm-se procurados novos tratamentos que consigam não só tornar o tratamento destas lesões mais fácil e acessível, mas também, que permitam reduzir o tempo de recuperação, aumentando as possibilidades de sucesso terapêutico, sem que isso implique maior probabilidade de recorrência ou a ocorrência de novas lesões (LAPA, 2009).

Este trabalho tem como objetivo fazer uma revisão bibliográfica dos tratamentos que podem ser usados concomitantemente ao tradicional para a tendinite do tendão flexor digital superficial.

 

3.2 Revisão de literatura

3.2.1 Tendinite

O músculo flexor digital superficial tem origem na porção proximal do epicôndilo medial do úmero; possui fortes inserções tendíneas e progressivamente continua como tendão flexor digital superficial no membro torácico distal. Esse tendão também se origina do seu ligamento acessório,o “check ligament”, inserido na região caudomedial do rádio. Na região distal da falange proximal, o ramo distal do TFDS separa-se e torna-se espesso distalmente, em cada lado da quartela. Eles terminam entre os ligamentos palmar axial e abaxial da articulação interfalangeana proximal (REIS, 2009).

Os tendões possuem grande resistência às tensões e baixa extensibilidade, servem principalmente como transmissores de forças. No entanto, outras funções mecânicas atribuídas mais recentemente aos tendões incluem a de amplificação dinâmica durante as contrações musculares rápidas, de reserva de energia elástica e de atenuador de forças durante movimentos rápidos e inesperados (STASHAK, 2002).

A tendinite é uma inflamação das fibras do tendão e das inserções músculo-tendíneas. No cavalo isto se refere especificamente às inflamações dos tendões dos flexores devido ao esforço excessivo. O termo tendinite, se utilizado corretamente, aplica-se às inflamações induzidas por esforço envolvendo um tendão que é circundado por um paratendão e não por uma bainha tendínea (STASHAK, 2002).

Os sinais da tendinite aguda incluem edema, calor, dor à palpação e claudicação. Casos leves ou início de tendinite pode não ter edema evidente, embora o calor e dor à palpação normalmente são encontrados em um exame cuidadoso.  É de vital importância o exame do membro contralateral para comparação do tamanho, da temperatura e da textura dos tendões. (KING, 2003). O estágio crônico se manifesta por fibrose e aumento de volume de consistência firme na face palmar. Algumas alterações inflamatórias agudas podem ainda estar presentes, dependendo do estágio de cura ou da ocorrência de uma nova lesão. (STASHAK, 2002).

Somente a utilização de métodos clínicos rotineiros e convencionais não estabelece especificamente a lesão e nem o grau da mesma, enquanto a ultrassonografia permite determinar a localização e extensão. Sendo uma técnica não invasiva, a ultrassonografia prevê informações sobre a estrutura e função de tendões e ligamentos (PARRA et al, 2004).

 

3.2.2 Tratamento

Os objetivos das terapias são: cessar o processo inflamatório, melhoria e redução do tecido cicatricial, resultando na restauração da morfologia e função tendínea, com diminuição das recidivas e diminuição dos prejuízos, levando o animal ao retorno atlético o mais breve possível (BARREIRA, 2005; SPURLOCK et al, 1999).

É indicado também o uso da crioterapia local, devendo ser feita o mais rápido possível com o objetivo de reduzir a resposta inflamatória inicial. (BARREIRA, 2005).

Deve-se iniciar o tratamento com o uso de antiinflamatórios não-esteroidais sistêmicos, como a fanilbutazona, em torno de 5-7 dias, e o uso do DMSO tópico por 7-10 dias. Outros antiinflamatórios também podem ser usados como o flunexim meglumine e o cetoprofeno (BARREIRA, 2005). O uso de corticoesteróides deve ser usado com cautela, pois embora tenham ação antiinflamatória intensa, quando utilizados em médio prazo retardam a cicatrização e podem induzir a formação de pontos de calcificação tendínea (BARREIRA, 2005).

É indicado o uso se bandagens compressivas na região lesionada, as quais devem ser corretamente aplicadas a fim de não causar garroteamento e posteriores lesões. O resguardo de 1-2 meses é necessário com intervalos de exercícios controlados evitando assim a fibrose gerando uma melhor cicatrização (BARREIRA, 2005).

 

3.2.3 Tratamentos coadjuvantes

3.2.3.1 Plasma rico em plaquetas

A principal fonte de fatores de crescimento (FC) é o plasma rico em plaquetas (PRP). O plasma rico em plaquetas (PRP) é uma fonte autógena de fácil aquisição e de baixo custo, que contém fatores de crescimento importantes na reparação tecidual. Atua na modulação e aceleração dos processos cicatriciais, sua ação sinérgica na proliferação e migração celular, angiogênese e na deposição de matriz no tendão sendo esses efeitos decorrentes dos fatores de crescimento contidos nos grânulos plaquetários (MAIA, 2008; LAPA, 2009).

Mesmo que seu exato mecanismo de ação não esteja completamente esclarecido, a aplicação local de fatores de crescimento tem potencial terapêutico importante no tratamento de feridas crônicas. Ainda que a concentração de plaquetas seja importante para o PRP, o importante é a quantidade de fatores de crescimento liberados a partir da ativação das mesmas (MAIA, 2008).

Em seu experimento, Maia (2008) pôde perceber que na avaliação ultrassonográfica dos animais tratados com PRP, houve uma maior redução da área lesada, na biópsia tendínea 36 dias após a aplicação revelou reparação tecidual uniforme e organizada, e os sinais clínicos sofreram melhora ao longo do tempo.

 

3.2.3.2 Ultrassom terapêutico

O ultra-som terapêutico é uma técnica sem dor e não invasiva, que na clínica de equinos é indicada para o tratamento de tendinite, desmite, lesões articulares, e outros problemas que acometem o aparelho locomotor. Segundo Dyson et al (1968), Young e Dyson(1990), citado por Reis (2009), foi demonstrado em experimentos de laboratório, que o ultrassom pode estimular o reparo do tecido e a cicatrização da ferida, se corretamente aplicado. A fase inflamatória do reparo do tecido pode ser acelerada quando ocorre a exposição concomitante ao ultrassom, pois há interação entre um ou mais componentes da inflamação. Durante a fase proliferativa, o ultrassom aumenta a síntese de colágeno por fibroblastos (COLOMBA e BACCARIN, 2009; REIS, 2009), e na fase de remodelamento, o tecido cicatricial tratado com ultrassom pode ser mais resistente e mais elástico que o de cicatrização comum, deixando as fibrilas de colágeno mais densas aumentando a força de tensão do tecido (REIS, 2009).

 

3.2.3.3 Laserterapia

O soft laser, classificado como laser de baixa potência, vem sendo aplicado em várias afecções do aparelho músculo esquelético. Dois tipos de laser, aplicados em baixa potência tem sido utilizados com fins terapêuticos: arsenieto de gallium (GaAs) e helium-neon (He-Ne). Os efeitos do laser podem ser diretos relativos aos efeitos bioquímicos, bioelétricos e biosetimulantes, e podem ser indiretos, com estimulação da microcirculação e aumento da troficidade local; e ainda efeitos antiinflamatório e analgésico (MACHADO, 2000).

Em um estudo feito por Machado et al (2000), em que o uso da laserterapia com arsenieto gálio foi usado para tendinite experimental em equinos, pôde observar que entre os membros tratados e não tratados o laser induziu um efeito analgésico local, na dosimetria ideal, e não se observou alterações significativas quanto à proliferação fibroblástica e síntese de colágeno.

 

3.3.3.4 Células-tronco

As células-tronco possuem capacidade de auto-renovação, revelando amplo potencial de diferenciação em diversas linhagens celulares. Estas células participam do processo de crescimento, remodelação e cicatrização tecidual. As células-tronco contidas na medula óssea, em sítios específicos de cada tecido adulto e até no sangue periférico, são denominadas de células progenitoras. Mesmo derivadas de uma mesma linhagem germinativa, cada progenitora origina um diferente tecido (BARREIRA, 2005).  No organismo adulto as células-tronco podem ser classificadas em hematopoiéticas e mesenquimais. As células hematopoiéticas são responsáveis em produzir células constituintes do sangue, enquanto a mesenquimal é responsável pela remodelação e cicatrização dos tecidos de uma forma geral (OLIVEIRA, 2008).  As precursoras mesenquimais dão origem às células do tecido conjuntivo, portanto inicialmente se diferenciam em fibroblastos e estes em osteoblasto, miofibroblastos, adipócitos, condrócitos e tenócitos, dentre outros. Nos indivíduos adultos, as células precursoras podem ser obtidas por punção da medula óssea, sendo possível a realização da técnica no esterno, costela, pélvis, crânio, úmero, fêmur e tíbia, pois nestes locais há uma constante função hematopoiética (BARREIRA, 2005).

 

 

3.2.3.5 Terapia por ondas de choque extra-corporais

Embora pouco se saiba sobre esta técnica, a respeito de seu modo de ação, de suas aplicações e suas eventuais conseqüências, deve ser citada neste trabalho por ser uma forma de tratamento coadjuvante e moderno para a tendinite, devendo, portanto ser mais estudada.

A terapia por ondas de choque (TOC) ou shockwave trata-se de um método de tratamento não invasivo e que tem ganhado certa importância na área da medicina esportiva equina, indicado no tratamento de lesões nos tecidos moles e no alívio da dor crônica. As ondas de choque são ondas acústicas extra-corpóreas produzidas por geradores que as focalizam em local específico. Estas se propagam através de líquidos e tecidos sobre os quais sejam aplicadas (LAPA, 2009).

As ondas de choque são usadas pelo seu efeito analgésico, por alterarem estruturas nos tecidos como na síntese de colágeno ou no processo de neovascularização, aumentando a atividade metabólica da zona lesionada e permitindo a regeneração mais rápida dos tecidos (LAPA, 2009).

 

3.2.3.6 Hialuronato de sódio

O hialuronato de sódio é componente dos glicosaminoglicanos, substância fundamental do tendão. Ele participa do entrelaçamento das unidades moleculares do colágeno derivado do retículo endoplasmático dos fibroblastos. Os glicosaminoglicanos influenciam a formação e agregação das fibrilas, portanto tendo efeito sobre a fibrinogênese. O hialuronato também é importante pela sua capacidade de manter e fornecer água, íons e substâncias nutritivas. Ele também tem grande efeito na produção de sinoviócitos, e possui propriedades antiinflamatórias e analgésicas, proporcionando alívio à dor (SPURLOCK et al, 1999).

Entretanto Barreira (2005) e Oliveira (2008) divergem de Spurlock et al (1999) dizendo que resultados de pesquisas controladas não confirmaram a eficácia da utilização hialuronato de sódio em lesões tendíneas, quando avaliado o retorno às pistas ou o índice de recidivas.

3.3 Considerações finais

                        É de grande importância o conhecimento de novos tratamentos, para que se abra um leque de possibilidades tanto para o profissional que irá escolher o tratamento que mais se adeque ao caso, tanto para o proprietário, que visará as possibilidades financeiras, e mais importante ainda, podendo usar os novos tratamentos com os rotineiros para que se possa acelerar sua recuperação, que se tenha uma cicatrização mais eficiente e consequentemente acelerando o retorno dos animais às pistas.

                                                                                                      

 

  

comentários
  1. jjvet disse:

    Parabéns Cris, seu esforço será recompensado.
    Durante este período você se mostrou uma pessoa maravilhosa, com uma grande capacidade de cativar os outros!
    Com certeza absoluta será uma grande veterinária.
    Boa sorte nesta nova fase da sua vida.

    Joffre

    • Cris Bessa disse:

      Nossa..sem palavras..rs.
      Obrigada Jo, com certeza este tempo trabalhando com você me fez crescer muito, tanto quanto pessoa quanto na área profissional.
      Mais uma vez eu agradeço o seu incentivo, paciência, e os conhecimentos transmitidos.
      Obrigada pela confiança!
      Beijos,
      Cris

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