EUTANÁSIA

Publicado: 26 de junho de 2011 em ARTIGOS
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EUTANÁSIA

 

Em alguns atendimentos clínicos o veterinário pode determinar que o estado fisiopatológico do animal é irreversível, sendo advogada a eutanásia. A palavra eutanásia vem do grego, eu – bom e tanasia – morte, ou seja morte sem dor.
Após a avaliação clínica do animal o veterinário deve considerar os seguintes pontos:
  •  Condições crônicas ou incuráveis
  •  Condições agudas – avaliar o prognóstico
  •  Qualidade da sobrevida do animal e segurança de seus proprietários
  •  Idade, sexo e valor do animal
 
A JUSTIFICATIVA PARA AEUTANÁSIA DEVE SER BASEADA EM RAZÕES CLÍNICAS-HUMANITÁRIAS E NÃO ECONÔMICAS.
 
Para que não hajam dúvidas e discussões o veterinário deve se resguardar, colhendo o maior número de dados sobre o animal, proprietário e do local, podendo ser feito um requerimento de AUTORIZAÇÃO DE SACRIFÍCIO:
 
 Ex.:
 
  Para fins de ordem legal, declaro por minha livre iniciativa, AUTORIZO a eutanásia do animal  de minha propriedade abaixo especificado, NADA havendo que possa reclamar em qualquer oportunidade.
DATA, ESPÉCIE, RAÇA, SEXO, PELAGEM, NOME, IDADE, PROPRIETÁRIO, ENDEREÇO, RG, CIC E ASSINATURA DO PROPRIETÁRIO
 
Existem animais que possuem seguros de vida e acidentes, para estes casos a seguradora deve ser imediatamente informada e o clínico deve expor o caso ao inspetor veterinário da empresa afim da liberação do prêmio mediante laudo necropsial.
 
A escolha do método baseia-se em:
 
1.     Habilidade da indução na perda de consciência e morte sem dor, stress, ansiedade e apreensão
2.     Tempo requerido para indução da perda de consciência
3.     Irreversibilidade
4.     Compatibilidade com o estado do animal, idade e sexo
5.     Efeitos sentimentais em observadores e no próprio operador
6.     Compatibilidade com subsequente necrópsia
7.     Drogas existentes no mercado
8.     Habilidade do operador
9.     Cuidados com possíveis predadores no post-mortem
 
A utilização de arma de fogo de pequeno calibre (até 38) de cano curto ( para evitar ricocheteio ) é um método aceitável, mas aos olhos dos observadores torna-se impressionante. Para que isto não ocorra o método mais comum  é baseado em drogas que promovem relaxamento muscular, perda da consciência através do bloqueio dos centros respiratórios e posterior parada cardíaca, desta maneira a morte ocorre de uma maneira indolor e sem stress para o proprietário.
Existem outras formas de eutanásia que não devem ser efetuadas, como as induzidas por envenenamento, sangria, eletrocussão e com drogas que atuam somente na musculatura lisa pulmonar, matando por asfixia.
 
A eutanásia deve ser discutida e avaliada com responsabilidade entre o médico veterinário e o proprietário pois hoje em dia novos meios diagnósticos, curativos ( clínicos ou cirúrgicos ) e de suporte a uma sobrevida estável tem sido desenvolvidos, proporcionando tratamentos a lesões que antigamente eram passíveis de sacrifício.
Jose Joffre Martins Bayeux

Médico Veterinário

CRMV SP 8767

NOVAS MUDANÇAS SOBRE A EUTANÁSIA
PROCEDIMENTOS E MÉTODOS DE EUTANÁSIA SÃO REVISTOS PELO CFMV
O Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) editou nova resolução sobre procedimentos e métodos de eutanásia em animais. A Resolução CFMV no. 1000/2012 foi publicada, dia 17 de maio, no Diário Oficial da União. O texto é uma atualização da Resolução CFMV no. 714/2002, alterada pela Resolução CFMV no. 876/2008.

“O Médico Veterinário está qualificado e luta pela vida dos animais, porém, em alguns casos, principalmente, nas doenças em estado terminal ou em casos de traumatismo irreversível, faz-se necessária a eutanásia para que o animal não continue em sofrimento. A atualização da Resolução foi necessária, principalmente, para a incorporação de alguns métodos”, esclareceu o Presidente do CFMV, Benedito Fortes de Arruda.
Ele lembra que a regulamentação do CFMV é a única referência legal que o Brasil dispõe para normatizar tal prática. Arruda diz enfaticamente que esta é uma atribuição exclusiva do Médico Veterinário. “Apenas o Médico Veterinário tem formação para fazer o diagnóstico, realizar o procedimento da forma correta e com o menor sofrimento possível, e por fim, atestar o óbito do animal”, completa.
As mudanças também se basearam em recente alteração promovida na legislação da Associação Americana de Medicina Veterinária e de outros países da Europa. “A Resolução do CFMV é uma referência também para as atividades que usem animais com finalidade didática ou científica, no caso da experimentação animal. Por isso a necessidade de estarmos alinhados às normativas internacionais e à incorporação de novos fármacos e procedimentos”, esclareceu o presidente da Comissão de Ética, Bioética e Bem-Estar Animal (CEBEA) do CFMV, Alberto Neves Costa. A Comissão foi a responsável por sugerir as alterações na normativa.
Detalhes – O texto cita os princípios básicos norteadores dos métodos de eutanásia. São eles: elevado grau de respeito aos animais; ausência ou redução máxima de desconforto e dor nos animais; busca da inconsciência imediata seguida de morte. Ausência ou redução máxima do medo e da ansiedade; ausência ou mínimo impacto ambiental; ausência ou redução máxima de riscos aos presentes durante o procedimento e, por fim, ausência ou redução máxima de impacto emocional e psicológico no operador e nos observadores. “Esses princípios tem como base principalmente o bem-estar animal, valor que cada vez ganha importância para os profissionais e para a sociedade”, esclarece o membro da CEBEA/CFMV, Marcelo Weinstein Teixeira.
A Resolução diz que é obrigatória a participação do Médico Veterinário na supervisão ou execução em todas as circunstâncias e detalha as obrigações do profissional. Sobre os métodos e procedimentos, são aceitáveis pelo CFMV apenas aqueles que, cientificamente, produzam a morte humanitária. No Anexo 1, da Resolução CFMV no. 1000, foram detalhadas as metodologias de acordo com a espécie e até os procedimentos para eutanásia de ovos embrionários.

Assessoria de Comunicação CFMV

 ARQUIVO EM PDF SOBRE OS NOVOS MÉTODOS
http://www.unicruz.edu.br/ceua/docs/RESOLUCAO%20CFMV%20N%20876.2008%20%20-%20EUTANASIA.pdf

 

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