Uso de boleteiras de peso em equinos de salto

Publicado: 19 de julho de 2011 em ARTIGOS

 

Burity, B.¹, Godoi, F.N.², Oliveira, R.B.¹, Schlup, E.¹, Andrade, A.M.³, Bergmann, J.A.G.², Almeida, F.Q.³*

Este trabalho objetivou avaliar o uso das boleteiras de peso em equinos no salto de obstáculos. Material e Métodos: Foram utilizados cinco equinos nos quais foram afixados 19 marcadores reflexivos para a avaliação cinemática do salto. Foram avaliadas boleteiras com cinco diferentes pesos, de 50, 270, 470, 680 e 890g, em um quadrado latino 5×5. Foram filmados dois saltos em obstáculo Oxer de 1,10 m de altura de entrada e 1,15m de altura de saída por 1,00 m largura, em percurso com oito esforços e os cavalos montados pelo mesmo cavaleiro. As filmagens foram realizadas com câmera de 100 Hz e as imagens processadas no Simi Reality Motion Systems®. As variáveis foram: amplitude e velocidade do lance anterior e sobre o obstáculo e distâncias: da batida, da recepção, boleto-articulação úmero-radial, escápula-boleto e boleto soldra, alturas dos membros anteriores e posteriores sobre o obstáculo, ângulos: escápulo-umeral, úmero-radial, rádio-carpo-metacarpiano, do pescoço, da cabeça, cernelha-garupa-boleto, coxo-femural, fêmur-tibial e tíbio-tarso-metatarsiano e altura vertical máxima e deslocamento horizontal da cernelha e dos membros anteriores e posteriores em relação ao obstáculo durante a trajetória do salto. Os resultados foram submetidas a análise de regressão em função do peso das boleteiras. Resultados: Não houve efeito do uso das boleteiras (p>0,05). Os equinos apresentaram valores similares nos parâmetros: velocidade do lance anterior e sobre o obstáculo e distâncias da batida e da recepção, provavelmente, influenciados pelo cavaleiro na preparação para o salto.

Equinos utilizando a boleteira mais pesada apresentaram menores ângulos do pescoço, de 43,6º, indicando o maior emprego do pescoço durante o salto, enquanto os equinos que utilizaram a boleteira de 470g apresentaram o maior valor, de 49,2º. Foi observado que o ângulo cernelha-garupa-boleto, que também indica o recolhimento dos posteriores e o movimento da coluna do animal, desvio de 6,81º, com maiores valores observados nos equinos com boleteiras de 680 e 890g (146,5º) e menor valor nos equinos com boleteiras de 270g. A maior distância que os membros posteriores passaram sobre o obstáculo foi de 0,37m nos equinos utilizando as boleteiras mais pesadas e o menor valor observado nos equinos utilizando as boleteiras de 270g. A altura vertical máxima da cernelha durante a trajetória do salto foi de 2,30 metros em todos os saltos. Com a análise acima descrita nota-se que não houve uma relevante interferência das boleteiras de peso na cinemática de salto dos animais. No entanto, as boleteiras mais pesadas, de 680 e 890g, influenciaram positivamente o recolhimento dos posteriores, mesmo que minimamente. Os esforços armados na pista reproduziram o esforço físico pelo conjunto cavalo-cavaleiro em uma competição.

*falmeida@ufrrj.br

1 Escola de Equitação do Exército, rj

2 Núcleo de Genética Equídea/Escola de Veterinária/Universidade Federal de Minas Gerais

3 Universidade Federal Rural do Rio do Janeiro

 

ESTE ARTIGO QUE PUBLICO NO BLOG VEM DE ENCONTRO COM O QUE SEMPRE DEFENDI! ESTE EQUIPAMENTO MELHORA MINIMAMENTE A PERFORMANCE DO ANIMAL, CAUSANDO DESCONFORTO E DOR. QUERO PARABENIZAR OS AUTORES A ESCOLHA DO TEMA E FAVORECER UM EMBASAMENTO A MINHA OPINIÃO. QUEM SABE AGORA NÃO CONSEGUIMOS SUA PROIBIÇÃO?

ABRAÇOS

JOFFRE

comentários
  1. Fernanda Godoi disse:

    Obrigada!!!!!

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s